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Inovar em Joinville: um ecossistema que transforma ideias em oportunidades

Atualizado: há 20 horas


Mais do que um encontro, o Kickoff 2026 do Ecossistema de Inovação de Joinville foi um convite à ação coletiva. O evento, realizado pela Governança, reuniu mais de 200 participantes no dia 26 de fevereiro, no auditório do Ágora Tech Park. Pelo menos metade do público estava participando pela primeira vez de uma atividade do ecossistema de inovação de Joinville.


Empresas, poder público, academia e sociedade civil se reuniram para alinhar visão, prioridades e oportunidades. O ponto central da conversa foi claro: inovação não nasce isolada. Ela depende de ambiente, conexões e colaboração estratégica. E Joinville tem construído esse ambiente.


Segundo dados apresentados durante o encontro, com base em estudo da Fundação Dom Cabral, pelo menos 25% das startups brasileiras encerram as atividades em até um ano; 50% não ultrapassam 4 anos; e 75% morrem antes dos 13 anos. A pergunta inevitável é: por que isso acontece? 


A análise aponta que a descontinuidade das startups está mais relacionada ao ambiente em que estão inseridas e à estrutura formada no momento da concepção do negócio do que apenas às características individuais do empreendedor. É aqui que entra o conceito de ecossistema. Ou seja: o sucesso de um negócio não depende apenas do talento individual, mas da qualidade do ambiente em que ele está inserido.


Ecossistema de inovação: o terreno fértil das ideias


Durante sua fala, o diretor executivo do Join.Valle, Rogers Pereira, utilizou uma analogia simples e poderosa: “Toda ideia é como uma semente. Se ela cai em um terreno árido, dificilmente sobrevive. Se encontra um ambiente fértil, com nutrientes, água e sol, suas chances de prosperar aumentam.” O Join.Valle é uma das entidades que integra a Governança do Ecossistema de Inovação de Joinville.


Na prática, um ecossistema de inovação é a soma de: Pessoas + Cultura + Tecnologia, Infraestrutura e Capital. Ou seja: não é apenas sobre ter boas ideias. É sobre ter:


  • Conhecimento disponível

  • Mercado

  • Capital

  • Pessoas qualificadas

  • Conexões

  • Ambiente regulatório favorável


E principalmente, inter-relações entre esses elementos. “Inovação se faz em rede”, reforça o diretor executivo.


Quem compõe o ecossistema de Joinville?


O modelo apresentado reforça a atuação das quatro grandes hélices:


  • Sociedade: usuários, cidadãos, mídia, associações e comunidades que validam, pressionam, criam demandas sociais e fortalecem a cultura de inovação.

  • Academia: universidades públicas, comunitárias e privadas, centros tecnológicos, laboratórios e parques de inovação que geram conhecimento e formam talentos.

  • Setor privado: mais de 52 mil CNPJs e 62 mil MEIs, além de mais de 232 startups, grandes indústrias, empresas de tecnologia, investidores, incubadoras e aceleradoras. 

  • Setor público: prefeitura, governo do Estado, governo federal, agências de fomento, órgãos reguladores e entidades estratégicas que criam condições, marcos regulatórios e viabilizam meios. 


Quando essas quatro forças se conectam, o ambiente deixa de ser apenas um conjunto de instituições e passa a ser um sistema vivo. 


Um dos pontos altos do evento foi a visualização da jornada do empreendedor no ecossistema local, da ideação à escala. “A trilha não é linear, mas é estruturada. E cada estágio da empresa encontra suporte específico para sua necessidade”, explica Rogers.


Ele apresentou exemplos concretos de como o ecossistema atua na prática. Um deles foi o Agenda Saúde, sistema de agendamento de vacinação da Covid, desenvolvido de forma colaborativa durante a pandemia. Voluntários do ecossistema criaram uma solução que foi validada pela Secretaria de Saúde e atendeu mais de 500 mil pessoas, economizando cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos.


O sistema foi responsável por 94% dos agendamentos realizados no município e, nas primeiras semanas, chegou a ser mantido com recursos próprios dos desenvolvedores voluntários até sua migração para a infraestrutura oficial.


Outro exemplo envolve startups que percorreram toda a trilha de apoio, desde programas de imersão a aceleração, até chegar a um processo de aquisição (exit), demonstrando maturidade do ambiente local. “São histórias que mostram que inovação, aqui, não é discurso. É prática”, reforça Rogers.


O papel da Governança do Ecossistema


A gestora de projetos do Sebrae, Daniela Dalfovo, reforçou que a Governança do Ecossistema de Inovação de Joinville é um movimento aberto, inclusivo e colaborativo. O propósito é claro: “Criar as condições para que inovar e empreender em Joinville seja simples, coletivo e parte do nosso jeito de viver.”


Daniela destaca que a Governança é um movimento que precisa constantemente de novas pessoas e instituições para renovar e fortalecer o trabalho voluntário que sustenta o ecossistema. “Não é um grupo fechado. É um movimento para quem quer contribuir com a inovação da cidade”, reforça.


A missão é promover um ecossistema ativo, relevante, conectado e inclusivo. E a visão é consolidar-se como um mecanismo confiável de acesso e conexão. Com planejamento estruturado e metas de médio e longo prazo, a Governança definiu cinco objetivos estratégicos para orientar as ações nos próximos anos:


  1. Tornar Joinville referência em inovação aberta (em cinco anos)

  2. Tornar o ecossistema acessível e descomplicado

  3. Conectar inovação aos demais eixos do PDEM

  4. Estimular e expandir o empreendedorismo inovador

  5. Promover setores portadores de futuro


Como aproveitar as oportunidades?


Como reforçado durante o encontro, oportunidades existem, mas é preciso estar conectado para acessá-las.


Empreendedores podem:

  • Buscar mentorias

  • Participar de eventos e comunidades

  • Acessar linhas de fomento

  • Conectar-se a programas de inovação aberta


Empresários podem:

  • Investir em P&D

  • Participar de missões internacionais

  • Estruturar corporate venture capital

  • Apoiar iniciativas do ecossistema


Professores e estudantes podem:

  • Desenvolver pesquisa aplicada

  • Participar de grupos interinstitucionais

  • Integrar projetos cooperativos com empresas

  • Buscar editais, bolsas e internacionalização 


E a comunidade pode:

  • Ser voluntária

  • Atuar como mentora

  • Divulgar ações

  • Contratar e comprar de empresas locais


Uma floresta, não uma plantação


Encerrando o encontro, Rogers sintetizou a visão do movimento:

“Desenvolver um ecossistema é como projetar uma floresta, não uma plantação. Uma plantação é linear, homogênea e previsível. Uma floresta é diversa, interdependente, resiliente. Joinville escolheu construir uma floresta. E ela cresce quando cada ator entende seu papel e decide participar.”

Confira o vídeo do evento na íntegra



Confira galeria de fotos do evento



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Acompanhe as principais novidades do ecossistema de inovação e empreendedorismo de Joinville. Conecte-se ao Join.Valle e faça parte deste movimento! 


Sobre o Join.Valle


O  Join.Valle é uma instituição que promove a inovação e o empreendedorismo e fortalece o ecossistema de Joinville e região. Tem como propósito ser um agente transformador, que oportuniza conexões, fomenta negócios e impulsiona o desenvolvimento econômico. Desta forma, contribui para que a cidade seja um dos melhores lugares para se viver e empreender. Sustentabilidade, ética e colaboração são valores que a associação imprime em suas ações, projetos e programas.


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